Eu acredito no mercado livre. Isto não tem qualquer conotação política. Simplesmente acredito que se as empresas competirem de forma justa, sem cunhas nem proteccionismos, todos ganhamos.
Ganha o consumidor, que se torna o centro das atenções pelo qual as empresas se degladiam, e que obtém cada vez mais valor daquilo que adquire.
Ganham as empresas, porque isto não é um jogo de soma nula. As empresas são obrigadas a evoluir, a inovar, e nesse processo criam novos produtos, exploram novas oportunidades, e ganham com isso.
Por último, ganha o país, que vê a economia prosperar com o valor que estas empresas competitivas produzem (e exportam!).
Muitas empresas portuguesas não vêm a concorrência com bons olhos. É compreensível. As novas empresas constituem uma ameaça ao poder instalado e obrigam a mudanças. E o povo português é, por natureza, averso à mudança. Mas essa postura terá obrigatoriamente que mudar, se quisermos fazer face ao mercado global. Temos que encarar a concorrência como uma oportunidade. Uma oportunidade de evolução. Uma catalisador de inovação. Um estímulo ao dinamismo. O abanão que precisamos de vez em quando para saírmos do marasmo que situações confortáveis induzem.
Claro que não gostamos de perder. E claro que não há fórmulas para vencer. Ou melhor, há fórmulas para vencer mas só nos servem enquanto não forem copiadas pela concorrência. A solução passa, antes de mais, por uma atitude ou cultura diferenciada. Uma combinação eficaz de diferentes factores (pessoas, tecnologias, ambiente) que não seja facilmente replicável. Resumindo:
Como criar uma diferenciação duradoura?
Não sou economista. A minha formação é técnica, mas tenho tentado, ao longo dos últimos anos, fazer a ponte entre a tecnologia e a economia (vista no sentido de estratégia). Penso que tomo melhores decisões técnicas se tiver em conta factores não-técnicos. E tenho, recentemente, reflectido sobre a pergunta “Como criar uma diferenciação duradoura?”. Em futuros posts irei divagar sobre este assunto…
